segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vira Curupira

Vira curupira, vira
Tira e põe do céu
A língua freia
E o réu, pois fala:

Virei curupira, vira virou
Ali na fogueira, onde Macu topou
Quebrou o dedão, levantou em sorriso
Deitou a correr, no rio, com frio, assim...
Vazio.

Sou curupira, lá onde o mundo gira
Ando apalermado, assim diferente
Topo com todos e todos me olham
Sem sequer me ver de novo...
Não dão o trabalho de olhar para trás...

Zás, trás!
Nem bem morto está o abismo
Da memória
Fugaz e inglória
Memória
Falsificação da história

Sou o curupira, minha alma vira vira
Sou o curupira, lá na curva da floresta
Onde homem algum fez gesta
Onde homem algum pisou,
Falou, bradou
Onde homem algum
Pôde amaldiçoar

O sagrado.
Sou o curupira,
O do pé virado.
Sou o curupira

Toma, pois, cuidado.

Um comentário:

Meg disse...

eu acho que se vc fizesse uma interpretação de suas próprias poesias vc pouparia o trabalho dos estudantes no futuro ;)
ficadica