sábado, 20 de março de 2010

Um Bordel Chamado Céu

Me falaram sobr'um tal
Poder redentor do amor
Amor branco de avental
Simples, feliz, indolor

Amor branco como cal
Pouco preto, meu senhor
O romance ideal
Sob o manso cobertor

Amor pouco pantanal
Leve demais no tempero
Um amor assim sem sal
Muito obrigado, não quero

Pouco esmero e muito azar
Flor do bem, buquê do mal
Um amor de ensimesmar
Um amor sem meu aval

Um calor já glacial
Feito em hall de hotel
Na cidade de Dachau
Ou na torre de Babel

Linhas túrgidas e tortas
Nem uma o define bem
Fecharam-lhe todas as portas
O rádio quebrou no réquiem

Quem quer um teco de amor
Barato como banana...
Erga os braços por favor
Beija de brinde a cigana

Quem quer um teco de amor...
Chupo cana assobiando
Pão com manteiga e bolor
Meu amor tão leve e lhano

3 comentários:

Jefferson disse...

"Quem quer um teco de amor"

\o/

Edison Junior disse...

É, legal isso.

Fernando J. Pimenta disse...

Obrigado, irmão.

Obrigado, Édison!