quinta-feira, 25 de março de 2010

Saudades da Multidão

Pessoas se adensam e condensam
Na multidão
Estar



É uma bênção
Ou não

O que é que pensam
Afinal
Em meio ao turbilhão
Homens bons de rosto mau

Há ali um homem são?

A turbamulta traz a culpa
Dos arquétipos de Jung
Nasce já pagando a multa
De ações vis de Mao Tse Tung

A histeria da história
Repete-se pictórica
A massa grossa e vesga
Bestialidades grotescas

Linchamentos, revoluções
Pogroms, inquisições
Alheios ao Firmamento

Homens sem colhões
E sem corações

Fixam num deus seu unguento
E se vão -
Como em vão se vai o vento

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