domingo, 10 de maio de 2009

Irmão, eu digo não.

Vou à missa,
Vais também?
Vou à missa
Rezo amém.

Vou à missa
Para a messe
Reconquista
E benesse

Vou à missa
Não questiono
Não indago
Tenho dono

Vou à missa
Sacra, santa
Sacripanta
Vou à missa

E me esqueço
De repente
O meu terço
Penitente

E me lembro... ah, me lembro!
De tudo o que esqueci...

Dos anos contestadores
Dos livres amores
Da ira à massificação!

Do fugir do rebanho...
Domesticação...
Dos meus tempos d'antanho
Quando ousei dizer não!

E preguei... ah, preguei!
A minha salvação.

Irmão, eu digo não.

Recuso a oferta
Desejo o melhor
Se penso estar certa?
Diga-m'o senhor...

Não, não é subversão.

São mias asas, qu'eu recuso
Podar
São mias asas, qu(i)'almejam
Voar
São as asas, minhas asas
Meu lar.

[Poder voar ao (l)ar]
...
[Passar bem a ti também]

Um comentário:

Meg disse...

pq vc escreve parecendo portugues arcaico? é tipo seu estilo de ser? poesia árcade ou sei lá oq? (é, eu nunk fui boa em literatura, apesar de gostar muito hahahaha)
confesso que gosto mais de poesias atuais. o que já é uma surpresa para quem nem gostava de poesia! mas é que eu aprendi a entender melhor ^^