terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Moeda da Vida

A vida é investimento:
Nosso suor derramado.
É este o pagamento:
O sangue perspirado.

Paga-se sempre bem caro,
Segue o valor adiantado.
Noites varadas, em claro,
E o dado foi lançado.

É este o benefício:
Não há roleta russa,
Ou simples artifício.

A vida é vetusta
É arguta, é leal
Nada é fictício
A vida é Real.

Não se corrompe a vida:
Engana-se, sim, a si próprio.
Versada e conhecida,
Não a logra circunlóquio.

Toma ópio, fuma maconha
Fuja, perdido, em vã loucura
Depois de feito, a vergonha
Não sanará adquirida agrura.

Perder-se é sempre fácil
É facílimo desencontrar
O mundo, bem, nu'é grácil
Só é vitória o conquistar...

Se irás perder ou morrer
É-lhe inútil, e indiferente
Pois o imutável fenecer
Vivo está, jamais ausente.

Viva enquanto vive
Dentr'em ti o renovar
"Eu que nunca tive..."
Não irá te remoçar...

Afirme, não negue:
Do universo,
As possibilidades.

A vida persegue
Tu, imerso,(em)
Tod'as infinidades.

Multilateral
Multiespacial
Helicoidal

A vida é real.

Mas... o que é Real?

Nenhum comentário: