segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quando uma imagem diz...

Duas semanas. 800 palestinos mortos, segundo relatam os médicos. 13 israelenses. O genocídio que desmente a denominação de conflito, assim como o sonho de uma confraternização natalina, e o desejo de um Feliz Ano Novo para todos os povos. O extermínio de quase 100 palestinos para cada israelense morto. Com o devido financiamento dos EUA, com o devido silêncio e inação da ONU.


Você também iria chorar ante tanta impotência e descaso. Quando perdesse amigos, vizinhos, conhecidos e familiares diariamente. Ante ao fuzilamento de seu filho que, desesperado, havia se conformado em atirar pedras em um exército financiado pelo país mais rico e imperialista do mundo. Pelo maior agressor, pelo good neighbour, pelo portador do big stick que desceu sobre a cabeça de nós, latino-americanos, sob governos militares títeres do Big Uncle Sam. Big CIA. Big FBI.

É tudo muito conveniente, para quem retém as rédeas do poder, do domínio, e da economia global. Ou ao menos pensa fazê-lo. Os velhos engenhos ainda funcionam muito bem, pelo que parece. As engrenagens do imperialismo e do massacre aparentam estar bem azeitadas e em perfeito estado.

Mas há algum elefante branco, podre, no meio do mundo.

Há corpos nas ruas.

Há coisas que não sabemos.

Há cifras assustadoras.

Há civis nos destroços.

Há um mundo de razões para que saibamos o que está acontecendo. A televisão jamais será sua amiga nesta busca pela verdade. É por isso que a internet está sendo gradualmente ameaçada. E por essa mesma razão que escrevo para quem se interessar, enquanto isto for permitido. Enquanto o Grande Irmão não apagar da existência alguns arquivos e meios noticiosos inconvenientes.

Enquanto... eu estiver vivo, nada me obstará de chegar à verdade por trás de supostas guerras e conflitos, quase sempre provocadas por uma parte mais poderosa, e interessada sobretudo no caos, na destruição, e em mais guerra e sofrimento.

Nem todos são humanos (ah, e como eles chegam ao poder!). Nada é como parece. E a guerra não é natural.

Um comentário:

Paulo Henrique disse...

Parabéns pela iniciativa!
Jamais perca esse dom da juventude:
a indignação somada a capacidade de ação... uma sem a outra não fazem a História acontecer!

um abraço

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