segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Submergindo em Nietzsche

Ao ler Zaratustra, percebo quantas vezes deixo de fazer o que realmente penso que deveria fazer, quanto tempo passa a esmo, sem uma atitude pró-ativa referente ao meu futuro. Por que eu me preocupo tanto em machucar ou não os outros, quando, na verdade, eu poderia agir buscando minhas metas? Minhas decisões dizem respeito ao meu futuro, não ao de ninguém em particular que me circunda. São minhas. Eu quero sentir o que estou fazendo e exclamar: São minhas! Só então serei eu mesmo. Só assim. Só aí.

(P.S.: manuscrito meu encontrado em meio a pilhas de papéis, datado de janeiro, provavelmente deste ano [2008])

5 comentários:

Lucas Pascholatti Carapiá disse...

O que mudou de lá para cá? Quais lições que recebeste? Creio que andas diferente meu caro! Enfim! Nietzsche e o seu Zaratustra é sempre uma ótima lição cada dia que paro para ler este livro aprendo uma lição nova de vida... Alguns dizem que isto é Niilismo, mas para mim, é o que posso chamar de conhecimento vital mais sensível que já vi!

Camila da Mata disse...

Seriam as questões oriundas do semi-coletivismo atual influenciando no pessoal? Haha.

Num outro filme diziam que, "toda vez que um homem acredita poder mudar o mundo vemos o grande problema da democracia."

As escalas são totalmente diferentes e a relação é quase nula, mas não deixa de ser algo para se pensar.

Fernando Pimenta disse...

Bem, bem, bem... quase nada mudou! É a verdade. Ainda me encontro neste embate diário, a vida. As decisões que precisam ser tomadas, a meta a ser cumprida...

Nietzsche morreu louco, mas quem sabe demais é sempre taxado de "excêntrico" e (por que não), por extensão, de , maluco, lunático, e por aí vai...

Sim, é possível aprender, e muito, com Nietzsche. Mas é necessário, sobretudo, decifrar e ler entre as linhas, decodificar as entrelinhas, um trabalho cuidadoso, custoso, que requere tempo - para reflexão. Não se pode tomar uma palavra sequer que seja como dita e feita. ALi é tudo metáfora, é requerimento transcender o que se encontra ali grafado.

Porque foi grafado por alguém que compreende(u) mais que nós. Ou não.

Eis a questão.

Valeu!

Eraldo disse...

Nietzsche é como uma machadada na cabeça...
"Se eu fosse eu, eu entregaria tudo o que é meu e entregaria o futuro ao futuro"

Fernando Pimenta disse...

"Nietzsche é como uma machadada na cabeça."

Nunca tinha pensado tão metaforicamente sobre (ler) Nietzsche, mas a sensação é bem essa. Ainda mais quando se descobre o que ele tenciona dizer em seus - aparentemente desconexos - aforismos.