terça-feira, 27 de julho de 2010

Santo Atrito

Não sou quem pareço ser
Nem pareço quem eu sou
Quem é este em meu ser?
Quem é este quem eu sou

Se não sou minha aparência
Se nem isto é verdadeiro
O qu'eu posso na descrença?
De não ser por mim inteiro

O que faz desde nascença
A criança do celeiro
Pra vencer a desavença?
De Seu ser cindido ao meio

O que faz em Sua passagem
Assolada sobre a Terra
Para ver sob a miragem?
Sua Paz cingida à Guerra

6 comentários:

Edison Junior disse...

Cara, isso me lembrou do poema A Trindade, de Paulo Cesar Pinheiro.

Fernando J. Pimenta disse...

Puxa, de fato, Edison. Acabei de ler no site vagalume, e traz pontos em comum, sim. Boa!!

Rose Araujo disse...

Adorei!
Parabéns!!!
:)

Fernando J. Pimenta disse...

Obrigado, Rose!!

Marcio Nicolau disse...

Fernando, parabéns pela poesia. De passagem, gostaria de convidar vc a me visitar no www.espacointertextual.blogspot.com

Talvez goste do que tenho escrito lá e, possivelmente, encontre alguns dos tais interesses afins.

Será bem vindo, se for.
Voltarei, um abraço e até.

Fernando J. Pimenta disse...

Curioso, Márcio, só vi tua mensagem agora, quase quatro meses depois. Muito obrigado pela visita, meu caro. Lerei!