domingo, 25 de julho de 2010

Teresa diária

Lua minguante. Ó, lua...
Cante esta música tua
Em meu lar enluarado
Respirarei teu recado

Tua lei, o teu ditado
Este mar cruzado a nado
Quando a noite cai prudente
No céu limpo negrejado

Quando a noite cai e sente
O orvalho já gelado
O choro deste parente
Seu soluço entrecortado

A lamúria de um doente
Cujo sonho é pesadelo
O estranho em sua mente
Carrega o sétimo selo.

Inquebrável juramento
Lacre timbrado e lavrado
Este banco onde eu me sento
Não me livra do estrado

Onde deitam os leprosos -
Deitam quietos mas não dormem
Teresa de Calcutá...
Onde há dor a vida está.

***

O Sétimo Selo (dir. Ingmar Bergman, 1957): Um filme extraordinário sobre a vida, e a morte, inelutável. Sobre o sentido de ser e estar neste mundo, que, não raro, supera nossa própria compreensão. Belíssimo filme - admito que preciso revê-lo. Lembro-me apenas de cenas díspares, marcantes, e não do todo, como pretendia agora. Perdão...

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997): Esta boa irmã que cuidou dos afligidos pela hanseníase, dos miseráveis e dos desesperançados, sob condições tão insuportáveis, e com uma fé sem tamanho. Impressionante.

2 comentários:

Edison Junior disse...

Bergman tem filmes fantásticos, como Sonata de Outono, por exemplo. Confesso minha ignorância quanto ao Sétimo Selo. Procurarei assisti-lo. Abraços!

Fernando J. Pimenta disse...

Pois sim, o veja!! Não irá se arrepender!!