sábado, 26 de julho de 2008

Vida poética implica vida boêmia? (modificado em 13/08)

Se ler é bom
E beber também,
Como manter o bom tom,
Se a produtividade não se mantém?

Se o ler é insubstituível
E o bebericar agradável,
O conciliar incompatível
É uma ironia formidável...

Se tu sais para beber
E passas tempo fora,
Deixas obviamente de (nessas horas) ler,
Postergando o efêmero agora...

Mas enclausurar-se
Não é lá saudável,
Enquanto o sangue novo viceja;
Embora embebedar-se,
Sendo uma experiência encantável,
Igualmente salutar não o seja...

Saia, beba e volte!
Leia embebido em teu lar!
Caia, ceda e solte!
| | Pare | |
Se no fim, te empanzinar...

Eu, por minha vez, continurei lendo sóbrio...=/

3 comentários:

Jefferson disse...

Não precisa ser tão radical!

Podemos beber e ler, cada qual em seu momento!

E quanto a misturar, sei não!

Eraldo disse...

o esquema de rima ABAB que vc usa, deixa seu texto (não sei se é a intenção) com um tom meio cantante, meio quadrinhas populares...

Fernando Pimenta disse...

Popularizar a poesia.... ha!

Eu nem sequer imaginava que deixava o texto com tom cantante antes de você me dizê-lo, Eraldo.

É por isso que faço questão de ler teus comentários O/

Mas agora que me disseste, realmente, faz sentido. Foi uma poesia feita nas coxas, em cinco minutos (incluindo aí o tempo de pensar e escrever), ou seja, não tem um valor poético verdadeiro.

É somente uma brincadeirinha de criança =D

Brincando, ops, vivendo e aprendendo.

Êe!