segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para alguém como ninguém

Que é a minha esperança
E inspiração
A minha dança
De renovação

O mar que roreja
Bravio
A vela acesa
No fim do pavio

A mão que enseja
E deseja
Tocar o rocio

O mar qu'esbraveja
Contra o navio
Singrando auroras e trevas
Almejando encontrar
O Porto:

O Ponto Morto

Do outro lado do globo
Que seja!
Ele busca a luz que lampeja
E essa luz é você:

Já a encontrou.

Mas para isso, rodou o mundo
Cortando mares
Tocando o leito profundo
Respirando novos ares

Peitou o frio
Feriu-se no fio
Da faca afiada
E ficou atilado.

4 comentários:

Lucas Pascholatti Carapiá disse...

Os caminhos mais intensos talvez levem aos destinos mais confortáveis...

Que poema mais místico =)

Lucas Pascholatti Carapiá disse...

Gamei na rima! Forma e rima belíssima, isso não é para qualquer um!

Fernando Pimenta disse...

Bom, a rima é importante, mas mesmo um poema sem enfoque nas "rimas" não deixa de conter ritmo. O ritmo determina a cadência entoativa do poema, e conduz a leitura. A escrita é como qualquer outra arte - é sempre passível de ser apefeiçoada.

Fernando J. Pimenta disse...

Muito obrigado pela leitura!!