sexta-feira, 27 de junho de 2008

Poesia protestante... ela protesta, sem religião

Haha... três meses sem postar o.O

E quando posta, diz que o mundo irá acabar.

E se fosse, de verdade, um dia terminar?

Viver-se-ia melhor, saber-se-ia aproveitar?


E se não fossem profetas a murmurar,

Mas astrônomos a determinar:

"O mundo está para findar!"

A catástrofe... (esta, sim) rolando solta no ar.

Meteoros e cataclismas vão todos (até os mortos) revirar


[enquanto há:]


Pessoas incontáveis a se desesperar

Criando (inúteis) teorias (para se amar)

Todos buscando, enloucados, aproveitar...

Seja lá o que isso for significar!


O que é aproveitar?

O que é amar?


Quantos estão realmente vivos?

E não somente fingindo viver...


Quem sou eu?

Quem é você?

Por que me iludi (em te idealizar) ?

Por que te esqueci (depois de aprendida a lição)

E continuei a viver, estando aqui

Mesmo sem essa doce (e amara des)ilusão?...


Por que se decide ir ao albergue,

[Supostamente] (para se) realizar uma boa ação...

{sentir-se bem, isto é}

E, de repente, não negue,

Já se mudou a intenção...


Correr é bom para rir

E saudável esporte é.

Porém não para fugir,

Tão logo decidindo-se,

Para logo virar o pé...


Vale mais ir bem em uma detestável prova...

Do que realizar algo "bom"?

A vida ainda viceja, nova,

E já se desligou o bom tom.


E fala-se, ainda, em fim de mundo,

Como se isto fosse todos afetar...

[N]Este mundo sugismundo,

Onde ir mal é vagabundo ser-estar (mais conhecido como verbo TO BE)...


E discorre-se ainda sobre o fim,

Sem saber sequer o início...

Quando ainda o mais forte suplício

É fazer algo "por mim"...


Ser solidário um dia,

E (correspondentemente) Egoísta noutro...

Chama-se isso ser cristão!

Quando um desejo outro

Está sempre a sufocar uma boa ação...

Viva, gente, a hipocrisia!


(Hua hua hua....este é o mundo de José Simão, o macaco fanfarrão. Festejem, todos, até o fim! E, sim, mintam... mas não pra mim – a não ser que queiram ver suas lorotinhas desmascaradas...)


(Oh, santa hipocrisia de cada dia, rogai por nós, pecadores... vamos lá, camarada, puxe do fundo da memória. Reze comigo aquela boa e velha oração...)


Ouvir honestidade é duro,

É bater cabeça no muro,

Mas sempre vale a pena:

Vida grande ou pequena...


Mais fácil é xingar o mensageiro

Do que escutar a mensagem...

Mensagens não foram feitas

Para servirem de massagem...


(continuem cantando a canção... a tragicomédia representada cá só tem fim com o fim do mundo, como alguns temem [e muitos negam]... ao passo que quem teme não alega... por que será...)

4 comentários:

Jefferson disse...

"Ouvir honestidade é duro,

É bater cabeça no muro,

Mas sempre vale a pena:

Vida grande ou pequena... "

Inspiração não é presente,
Custa é muito à toda gente.
Quando chega, pede licença
Se não ouvir não se assenta.

(E eu que antecipei letras sangrentas e alguma ou outra cena, vem você então "só" com o findar do mundo!)

Continue batendo a cabeça, as crianças batem, batem e depois dão risada, aprendendo rindo sendo).

Fernando disse...

Hahahaha...
boas poesias não se mensuram. Cada verso é uma oração. Cada oração demonstra o teor do poema.
Bater a cabeça traz machucados. O melhor é aprender antes para não precisar dessa árdua experiência.

Lucas Pascholatti Carapiá disse...

Comentários e comentários eu fiz pessoalmente, mesmo que num consigo escrever mto, pois meu teclado num anda dos melhores. Mas, que genialidade única esta a tua de escrever um poema tão inspirado à partir de um momento. Da vista de um algo de alguém.
Meus comprimentos por esse belo poema.

;)

Ótimo.

Fernando disse...

Valeu, companheiro!
Eu usei a ironia como recurso por não suportar a falsidade demonstrada por certas pessoas - e o não-reconhecimento dessa falta grave de responsabilidade com o que dizem. É minha crítica mordaz contra a hipocrisia de cada dia.