segunda-feira, 2 de junho de 2008

Poesia da aula de Geografia (de hoje)

Estávamos na sala de projeção, na aula de geografia, e eu, após ter passado a limpo o trabalhinho de Sociologia, estava sentindo uma inspiração para escrever poesia. Como meu irmão certa vez mo disse: Poeta não bate carteira. Eu não sou poeta, mas tampouco bato carteira. E não é lá muito agradável para um grupo que está apresentando ver um colega batendo a carteira durante sua apresentação. Amizade tem limite, né. Resultou um poema de 4 estrofes. A Marian (valeu, Marian!) selecionou as duas estrofes centrais como as mais bonitas, mas vou acrescentar a última, com os três últimos versos "remanejados" aqui mesmo no PC, assim como a primeira, da qual somente o 1º verso é original da poesia feita em aula... hihi. Eu coloquei a estruturação das rimas só por brincadeira. É uma poesia ao mesmo tempo subjetiva - porque revela minha perspectiva - e metalingüística, uma vez que trata do próprio processo de compor um poema. É só. (Quem ler comente, viu?)

A Seta Poética

Pensando, viajo pelo mundo.(A)
Observo a natureza com um puro olhar(B)
Atento ao fruto majestoso, rubicundo(A)
Colhido no sicômoro à beira d'um bravo mar(B)

Ao viajar, meu coração inundo(A)
De emoções e belas canções,(C)
De compositores de universas nações(C)

O pensar me faz viajar(B)
E viajar é sobretudo sonhar,(B)
Como quem nunca antes tivera sonhado(D)
E no afortunado primeiro sonho,(E)
Ter nele suas metas conquistado.(D)

A viagem é ficar com a mente quieta,(F)
Transcender com absoluta clareza,(G)
Planejar calmamente a mais dura meta(F)
E ao fazer poesia, sem felicidade ou tristeza,(G)
Escrevê-la certeira tal a seta, (F)
Tênue, à imagem da natureza!(G)
...Fazer poesias...
É saber mirar as flores,
Saber mirar suas cores!
É saber mirar o mar...
Atingir, por fim, o verdadeiro admirar.
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5 comentários:

Lucas Pascholatti Carapiá disse...

"A poesia abre-nos os ólhos para a beleza do mundo que já não sabemos admirar..."

A poesia nada mais é que o exercício de contemplação do nosso mundo exterior, toda sua magnetude, sejá ela em prosa ou em versos...

Lembro de ter lido algo assim na sua casa, na poesia do dia...

hehehe

Para orguestrar o seu poema...

Stravinsky - The Firebird

(Li ouvindo)

Jefferson disse...

Não me lembro de te ter falado nada sobre carteiras e poetas! Mas como a memória aqui não bate muito bem às vezes, acredito!

Bela poesia!

Agora só falta você ler o "La guerre sainte" do Daumal em francês!

Alguma coisa pra dizer disse...

Fê eu ainda não li o seu blog nem esse texto que estou comentando. Mas adorei o estilo dele as fotos o formato. Vou ver seus textos e comentar e já add vc nos meus links.

até beijos

Jefferson disse...

Quanto tempo sem postar nada!
Deve ser a correria!

disse...

Wow!
enquanto Geografia e SP me inspira a dormir, vc escreve poesia!

Muito legal...bonita ^^