domingo, 8 de agosto de 2010

Vanilóquios do Armagedão

Fruto que nasce malandro
Também vai cair do pé
Não importa qual meandro
Vai cair como um mané

Se até isso fosse injusto
Nem viver teria custo
Nem morrer seria justo
Nem a vida existiria

Nem a luz teria o dia
Nem a noite brilharia
Onde o mal reinasse impune
Sem a força que nos une

Homem bom seria mito
Na vitória pelo grito
Coisa nenhuma haveria
Na total misoginia

Na total misantropia
Onde a luz não alumia
Sacrifício humano é regra
E a lei humana é cega

Cega-cega de verdade
Rima de passividade
Quando os fatos inventados
São a última verdade

Ser gente é futilidade
Na ausência de amizade
E o pássaro alegre
Vira rara raridade.

Vira mera vaidade.

4 comentários:

Fulana d'Tal disse...

Ser gente é futilidade
Na ausência de amizade

[...] vira mea vaidade.

Ser gente sem gente é um paradoxo infeliz, né não Fê!rs

Saudades de ler meu contemporâneo autor de poesias...

Fernando J. Pimenta disse...

Obrigado, Karen!!

Sempre bom te ver por aqui!

Edison Junior disse...

Legal, Fernando. Abraço!

Fernando J. Pimenta disse...

Valeu, Édison!