quinta-feira, 5 de maio de 2011

Luziluzem Luzes

Labutei dias a fio
Foi sorrindo, foi suando
E no fim um elogio
Transmudou tudo em brando

Eu emagreci, sofri
Sem sequer saber por quê
E no fundo quem eu vi?
O reflexo de você

Objeto ou pessoa?
Era imagem ou miragem?
Ou uma súplica boa
Que os anjos me encorajem

A olhar valente a frente
Estendida horizontal
Não tornar-me um descrente
Na crua cela de cal

E talvez me ver no espelho
Duplicado em você
Com a morte me aconselho
Onde a sombra não se vê

Minha luz fraca e opaca
Pouco ilumina o semblante
Paira hesitante e estaca
De esperança radiante

Quem o resgata em naufrágio?
Meu espírito escravo
Um sussurro embora frágil
Resiliente... e bravo!

Ora! Não vá agora embora
Hoje não fuja de mim
Só vim à esta má hora
Tirar-te o não, dar-te o sim!

Não pergunto qual o prêmio
Se é nobre a iniciativa
Pois bêbado ou abstêmio
Trago mia mente cativa

Meditar a dor, compor
Um espectro reluzente
O hipócrita em horror
Jamais soube o que a alma sente

Se fraqueio ou cambaleio
O passo ébrio e desregrado
E o fogo em mim ateio
Faço tudo de bom grado

Já me desfaço em pedaços
Tal qual eu nasci e sou
A verdade qu'eu rechaço
Ela mesma me matou

2 comentários:

Edison Junior disse...

Muito boa! Abraços, meu amigo! Ótimo final de semana!

;) disse...

Oláá, que tal dar uma passadinha lá no meu blog?
Beijooos.
www.booksandsoul.blogspot.com