Todos os velhos foram jovens um dia, como nós
E também pensaram que a doença não viria
Jamais estariam sós
Rostos vetustos, maduros, marcados
Pelo tempo timbrados
Sorriram em seu dia
Como a rosa em botão
O Sol reluzia
Sem jamais cogitar solidão
Todas as broncas e reprimendas que recebemos
Todas as vezes que os mandamos aos demos
E as torturas que na vida sofremos
Sulcaram suas almas também
Gerações antecessoras, tais quais as vindouras
Creram na juventude eterna
E o tempo insaciável respondeu - com a finidade da vida
A morte materna
E também pensaram que a doença não viria
Jamais estariam sós
Rostos vetustos, maduros, marcados
Pelo tempo timbrados
Sorriram em seu dia
Como a rosa em botão
O Sol reluzia
Sem jamais cogitar solidão
Todas as broncas e reprimendas que recebemos
Todas as vezes que os mandamos aos demos
E as torturas que na vida sofremos
Sulcaram suas almas também
Gerações antecessoras, tais quais as vindouras
Creram na juventude eterna
E o tempo insaciável respondeu - com a finidade da vida
A morte materna
Promessas não cumpridas, o tempo as desfez
E a seriedade com que se leva a vida
Tornou-se insensatez.
E a seriedade com que se leva a vida
Tornou-se insensatez.
4 comentários:
É como se eu descobrisse um meio de me fazer apaixonar por poesia!
Bom, é meio batido o que eu vou dizer que eu pensei (não sei fazer as belas combinações que você faz), mas vá lá:
CARPE DIEM!!
só não acho que a seriedade é tão insensata assim...
abraço!
Nina, esse é certamente o comentário mais elogioso que eu já recebi. Ele é especialmente importante pra mim, porque jamais antes eu havia recebido um alento tão forte à minha produção poética. Olha, agora sou eu que tiro o chapéu, porque uma leitora como você me faz querer escrever.
Quanto a seriedade, eu digo um mau-humor eterno que certas pessoas parecem trazer. Vez em quando um sorrisinho, uma risada de si para si, divertir-se com qualquer coisa boba... não mata ninguém, né?
Sempre grato\O/
Ótimo texto!
Grato, meu irmão!
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